{"product_id":"apneia","title":"Apneia","description":"\u003cp class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: left;\"\u003e\u003ci\u003e\u003cspan lang=\"PT-BR\"\u003e“Nunca procurei adoração, e sim a rota de fuga de qualquer forma de opressão.”\u003c\/span\u003e\u003c\/i\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: left;\"\u003e\u003cspan style=\"color: black; mso-themecolor: text1;\" lang=\"PT-BR\"\u003eEm \u003ci\u003eApneia\u003c\/i\u003e, romance de estreia de Esther Faingold, a nar­radora tem o mesmo nome da autora. Não é jogo de espelhos, mas a própria matéria do livro, que, como uma fratura exposta, se confunde com a vida. \u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp style=\"line-height: 12.05pt; text-align: left;\" class=\"MsoNormal\"\u003e\u003cspan style=\"color: black; mso-themecolor: text1;\" lang=\"PT-BR\"\u003eEsther escreve sob a ameaça do apagamento neurológico — não em forma de memórias apaziguadas, mas como um arquivo em combus­tão. Ela é uma mãe em Manhattan, às vésperas de um eletrochoque: não colapsa de súbito, mas depois de uma vida inteira afrontando a ordem familiar, religiosa, social e profissional. \u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp style=\"line-height: 12.05pt; text-align: left;\" class=\"MsoNormal\"\u003e\u003cspan style=\"color: black; mso-themecolor: text1;\" lang=\"PT-BR\"\u003eO peso de cada ruptura se acumula em silêncio até que ela decide es­crever uma carta testamento para a filha adolescente. O que começa como um registro se converte em desmonte da vida, da linhagem, da língua. A autora trabalha com o que sobra da violência: o não dito, o que a linhagem se recusou a nomear. \u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp style=\"line-height: 12.05pt; text-align: left;\" class=\"MsoNormal\"\u003e\u003cspan style=\"color: black; mso-themecolor: text1;\" lang=\"PT-BR\"\u003eEcoando Simone Weil, para quem nada possuímos além do poder de dizer “eu” e de destruí-lo, Apneia conversa com A redoma de vidro, de Sylvia Plath, mas vai adiante ao rastrear o colapso na linhagem — na tia avó, na mãe tomada como latrina pela família e, por fim, na própria carne. \u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp style=\"line-height: 12.05pt; text-align: left;\" class=\"MsoNormal\"\u003e\u003cspan style=\"color: black; mso-themecolor: text1;\" lang=\"PT-BR\"\u003eO livro recusa a linearidade e avança e recua como maré, entre um sul do Brasil opressivo — onde a narradora é criada por avós herméticos e por uma tia avó congelada em um único gesto — e a adolescência em Israel que logo se converte em um pesadelo, enquanto, no presente em Nova York, ela rasga o próprio percurso e o remonta em estilhaços: \u003cem\u003e“Qual a diferença entre Manhattan e o cu de uma cobra?” \u003c\/em\u003e\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Cosac","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":42732442910807,"sku":"978-65-5590-047-7","price":81.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0623\/3931\/7847\/files\/Apneia_CAPA.webp?v=1777407144","url":"https:\/\/cosacedicoes.com.br\/products\/apneia","provider":"Cosac","version":"1.0","type":"link"}