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Vanguarda em construção

Vanguarda em construção

Sérgio Martins

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Nenhuma tradição permanece viva por simples continuidade. Toda criação transforma aquilo que herda. Ainda assim, a história da arte foi frequentemente organizada como uma sucessão de movimentos irradiados por poucos centros, relegando a segundo plano experiências consideradas periféricas.

Publicado originalmente pela MIT Press e agora traduzido para o português, Vanguarda em Construção convida o leitor a rever esse mapa. Ao acompanhar a obra de Hélio Oiticica, Lygia Clark, Amilcar de Castro, Antonio Dias, Cildo Meireles e Rubens Gerchman, em diálogo com o pensamento de Mário Pedrosa e Ferreira Gullar, Sérgio Martins mostra que a vanguarda brasileira do pós-guerra não apenas assimilou o modernismo: reinventou-o, ampliando seus problemas, suas formas e seus horizontes.

Mais do que um estudo sobre a arte brasileira, este livro propõe uma reflexão sobre a maneira como a história é construída e como certas ideias passam a ocupar o centro de uma narrativa enquanto outras permanecem invisíveis. Ao deslocar esse ponto de vista, revela que algumas das experiências mais originais da arte do século XX surgiram precisamente onde durante muito tempo se acreditou existir apenas influência.

PRÉ-VENDA

Envio a partir de 30 de setembro de 2026

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o livro

A vanguarda brasileira do pós-guerra não foi uma derivação tardia dos movimentos europeus e norte-americanos, mas sim uma reinvenção radical do modernismo a partir de outro lugar. Com essa tese, Vanguarda em construção, estudo de Sérgio Martins publicado originalmente pela MIT Press, chega agora aos leitores brasileiros. Ao recusar a ideia de que a arte brasileira apenas reproduziu modelos vindos dos grandes centros, Martins propõe uma leitura inovadora da produção artística nacional entre 1949 e 1979, mostrando como a distância, a precariedade institucional e a condição periférica se converteram em força crítica e inventiva.

Professor do departamento de História da PUC-Rio, com mestrado e doutorado em história da arte pela University Colege London, Sérgio Martins acompanha episódios centrais da arte brasileira como o neoconcretismo, o “não-objeto” de Ferreira Gullar, a construtividade e os debates em torno do conceitualismo, da visualidade, da participação e do engajamento político. Sua análise atravessa obras, manifestos, textos críticos e impasses históricos para revelar uma vanguarda capaz de sequestrar o modernismo, deslocar suas hierarquias e formular uma gramática própria de invenção.

Com atenção a nomes fundamentais como Hélio Oiticica, Lygia Clark, Cildo Meireles, Mário Pedrosa, Ferreira Gullar, Amilcar de Castro, Antonio Dias, Luís Sacilotto e Rubens Gerchman, cujas obras selecionadas são publicadas em cores no livro, Vanguarda em construção oferece mais que uma história da arte brasileira de vanguarda, pois propõe uma revisão do modo como a própria história da arte costuma ser narrada. Erudito e de leitura agradável, o livro mostra que a potência da vanguarda brasileira está justamente em sua posição oblíqua, isto é, nem atraso, nem cópia, mas um campo de experimentação singular, cujas questões seguem decisivas para pensar modernismo, autonomia, política e arte contemporânea.

Sobre o Autor

Sérgio Martins é crítico, historiador da arte e professor do Departamento de História da PUC-Rio, com mestrado e doutorado em História da Arte pela University College London (UCL). Foi editor convidado do número especial “Bursting on the Scene: Looking Back at Brazilian Art”, do periódico Third Text, e tem ensaios publicados em catálogos de museus como Reina Sofia, Tate Modern, Metropolitan Museum of Art, e MoCA (Los Angeles), entre outros. Seu livro Constructing an Avant-Garde: Art in Brazil, 1949-1979 foi publicado originalmente em 2013, pela editora MIT Press (Cambridge, Massachusetts, EUA). É autor de Arte negativa para um país negativo: Antonio Dias entre o Brasil e a Europa (Ubu, 2023), que será publicado em inglês como Borderless Painting as Borderless Art: Antonio Dias between Brazil and Europe (University of California Press, 2026).

ficha técnica

ISBN

978-65-5590-027-9

Número de páginas

312

Peso unitário

700 g

Dimensões

17.0 cm • 24.0 cm • 2.0 cm

Tradução

Célia Euvaldo

Prefácio

Michael Asbury

Coordenação Editorial

Charles Cosac

Preparação

Bruno Rodrigues

Projeto Gráfico

Rara Dias

Idioma

Português (Brasil)

Encadernação

Brochura

Edição

1a.