o livro
A vanguarda brasileira do pós-guerra não foi uma derivação tardia dos movimentos europeus e norte-americanos, mas sim uma reinvenção radical do modernismo a partir de outro lugar. Com essa tese, Vanguarda em construção, estudo de Sérgio Martins publicado originalmente pela MIT Press, chega agora aos leitores brasileiros. Ao recusar a ideia de que a arte brasileira apenas reproduziu modelos vindos dos grandes centros, Martins propõe uma leitura inovadora da produção artística nacional entre 1949 e 1979, mostrando como a distância, a precariedade institucional e a condição periférica se converteram em força crítica e inventiva.
Professor do departamento de História da PUC-Rio, com mestrado e doutorado em história da arte pela University Colege London, Sérgio Martins acompanha episódios centrais da arte brasileira como o neoconcretismo, o “não-objeto” de Ferreira Gullar, a construtividade e os debates em torno do conceitualismo, da visualidade, da participação e do engajamento político. Sua análise atravessa obras, manifestos, textos críticos e impasses históricos para revelar uma vanguarda capaz de sequestrar o modernismo, deslocar suas hierarquias e formular uma gramática própria de invenção.
Com atenção a nomes fundamentais como Hélio Oiticica, Lygia Clark, Cildo Meireles, Mário Pedrosa, Ferreira Gullar, Amilcar de Castro, Antonio Dias, Luís Sacilotto e Rubens Gerchman, cujas obras selecionadas são publicadas em cores no livro, Vanguarda em construção oferece mais que uma história da arte brasileira de vanguarda, pois propõe uma revisão do modo como a própria história da arte costuma ser narrada. Erudito e de leitura agradável, o livro mostra que a potência da vanguarda brasileira está justamente em sua posição oblíqua, isto é, nem atraso, nem cópia, mas um campo de experimentação singular, cujas questões seguem decisivas para pensar modernismo, autonomia, política e arte contemporânea.
Sobre o Autor
Sérgio Martins é crítico, historiador da arte e professor do Departamento de História da PUC-Rio, com mestrado e doutorado em História da Arte pela University College London (UCL). Foi editor convidado do número especial “Bursting on the Scene: Looking Back at Brazilian Art”, do periódico Third Text, e tem ensaios publicados em catálogos de museus como Reina Sofia, Tate Modern, Metropolitan Museum of Art, e MoCA (Los Angeles), entre outros. Seu livro Constructing an Avant-Garde: Art in Brazil, 1949-1979 foi publicado originalmente em 2013, pela editora MIT Press (Cambridge, Massachusetts, EUA). É autor de Arte negativa para um país negativo: Antonio Dias entre o Brasil e a Europa (Ubu, 2023), que será publicado em inglês como Borderless Painting as Borderless Art: Antonio Dias between Brazil and Europe (University of California Press, 2026).ficha técnica
ISBN
978-65-5590-027-9
Número de páginas
312
Peso unitário
700 g
Dimensões
17.0 cm • 24.0 cm • 2.0 cm
Tradução
Célia Euvaldo
Prefácio
Michael Asbury
Coordenação Editorial
Charles Cosac
Preparação
Bruno Rodrigues
Projeto Gráfico
Rara Dias
Idioma
Português (Brasil)
Encadernação
Brochura
Edição
1a.
