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Xica Manicongo, primeira transexual do Brasil

Xica Manicongo, primeira transexual do Brasil

Luiz Mott

Preço normal R$ 92,00
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A vida de Xica Manicongo, nome dado pelo movimento LGBTI+ à personagem nos anos 2000, é resgatada de maneira inédita por Luiz Mott nesta pesquisa que a revela a primeira transexual documentada na história do Brasil e de todas as Américas. Escravizada africana batizada como Francisco, em 1591 foi denunciada à Inquisição por comportamento homossexual e por usar vestes femininas nas ruas de Salvador.

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o livro

Xica Manicongo, nome que o movimento LGBTI+ conferiu ao personagem histórico nos anos 2000, é resgatada de maneira inédita por Luiz Mott nesta pesquisa que a revela a primeira transexual documentada na história do Brasil e de todas as Américas. Escravizada africana batizado como Francisco, em 1591 foi incriminada por práticas homossexuais (“somítigo”, ou passivo) e por trajar vestes femininas nas ruas de Salvador – na verdade, um traje característico das sacerdotisas quimbandas do reino do Congo, que desde a infância portavam dualidade de gênero.

A descoberta desses fatos há mais de quarenta anos, no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa, entre outras fontes, deve-se a Mott, antropólogo, professor decano e reconhecido pesquisador em estudos sobre identidades sexuais dissidentes, além de pioneiro ativista em prol dos direitos civis da comunidade gay desde os anos 1970. Mott fundou, em 1980, o Grupo Gay da Bahia (GGB).

Xica, então, tornou-se figura com contornos de lenda, símbolo de luta e resistência para as trans brasileiras. Em 2025 foi homenageada por escola de samba no desfile do Carnaval carioca. Assim, o autor também a situa em contextos atuais, utilizando para isso o irreverente pajubá, a “língua secreta” de inspiração nagô adotada pela comunidade LGBTI+. 

Sobre o Autor

Luiz Mott (São Paulo, 1946) é professor titular aposentado do Departamento de Antropologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Formou-se em Ciências Sociais pela USP, é mestre em Etnologia pela Sorbonne e doutor em Antropologia pela Unicamp. Ativista dos direitos humanos da população LGBT+, fundou o Grupo Gay da Bahia, em 1980, e coordena, há 45 anos, o Observatório de Mortes Violentas de LGBT+ no Brasil. É autor de mais de vinte livros, entre eles, Rosa Egipcíaca, uma santa africana no Brasil (2023), Bahia: inquisição e sociedade (2010), Homossexualidade: mitos e verdades (2003), Homossexuais da Bahia: dicionário biográfico (1999), Escravidão, homossexualidade e demonologia (1988). Foi incluído pela revista holandesa Wink Magazine entre os quinhentos gays mais importantes da humanidade. Vive em Salvador, Bahia.

ficha técnica

ISBN

978-65-5590-049-1

Número de páginas

240

Peso unitário

400 g

Dimensões

23.0 cm • 16.0 cm • 2.0 cm

Prefácio

Renan Quinalha e Jaqueline Gomes de Jesus

Orelha

Amara Moira

Projeto Gráfico

Raul Loureiro

Idioma

Português

Encadernação

Brochura

Edição

1a. edição

Lançamento

6 de junho de 2026